março 19, 2003
Já postei este poema, mas Tita insistiu pra recolocar aqui no blog... Acho que expressa bem o que sinto hoje, portanto, lá vai:
GUERRA-PAPÃO
Giulia Moon
Guerra-papão, brinquedo de armar
De entes doentes, deuses ONUpresentes,
Seres pensantes que querer é poder.
Guerra de preços, de dúvidas, de vidas,
Dívidas nas mãos de Midas puídas.
Guerra de erros, de berros, de enterros,
Conversa de letras, de câmbios, micróbios,
De micros, de gigas, de-mentes, repentes.
Ou quem sabe, só o epílogo,
Tragicômico epitáfio ilógico
De um simples game eletrônico?
Sacis, iaras, mães de ouro, curupiras,
Botos, lobisomens, vampiros, chupa-cabras,
Enviem um sopro de razão
A quem pode dizer não
A esta situação.
Guerra-papão,
A Cuca vem te pegar!
Valendo, três... dois... um.
Preparar...
Apontar...
Fogo, nunca mais!
Nunca.
Mais.
GUERRA-PAPÃO
Giulia Moon
Guerra-papão, brinquedo de armar
De entes doentes, deuses ONUpresentes,
Seres pensantes que querer é poder.
Guerra de preços, de dúvidas, de vidas,
Dívidas nas mãos de Midas puídas.
Guerra de erros, de berros, de enterros,
Conversa de letras, de câmbios, micróbios,
De micros, de gigas, de-mentes, repentes.
Ou quem sabe, só o epílogo,
Tragicômico epitáfio ilógico
De um simples game eletrônico?
Sacis, iaras, mães de ouro, curupiras,
Botos, lobisomens, vampiros, chupa-cabras,
Enviem um sopro de razão
A quem pode dizer não
A esta situação.
Guerra-papão,
A Cuca vem te pegar!
Valendo, três... dois... um.
Preparar...
Apontar...
Fogo, nunca mais!
Nunca.
Mais.
Giulia Moon escreve contos de vampiros e terror. Publicitária,
mora em São Paulo e possui um senso de humor refinado. Rumores
dizem que lidera uma seita sanguinária, cujos seguidores são
chamados de mooníacos e têm como lema a frase: "Tô
cum fomi!"